Workshop Internacional sobre Pesquisa no Oceano Profundo: A Busca pelo Conhecimento nas Profundezas do Atlântico
Entre os dias 17 e 19 de março, o Rio de Janeiro foi palco do Workshop Internacional sobre Pesquisa no Oceano Profundo, promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). Esta iniciativa, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), reuniu especialistas, cientistas e representantes de empresas que atuam no setor para discutir a exploração das profundezas do Atlântico, com foco especial na costa brasileira.
O principal objetivo do workshop é o preparo para uma expedição sem precedentes às montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade (CVT), que ocorrerá no segundo semestre de 2023. “A humanidade conhece apenas 20% das profundezas oceânicas, e a parcela do Atlântico Sul é ainda menor. O INPO busca reunir conhecimentos científicos auxiliares para fomentar uma troca produtiva, pois ampliar nossa compreensão sobre o Oceano Profundo é fundamental para o Brasil e para o mundo,” declarou Segen Estefen, diretor-geral do INPO.
A expedição, que contará com a parceria da fundação saudita OceanQuest, vai se concentrar na Cadeia Vitória-Trindade, que está localizada a três mil metros de profundidade. Esse ambiente, repleto de montanhas submersas originárias de atividade vulcânica, apresenta uma rica diversidade biológica e geológica. “Compreender essa região é crucial para oferecer uma visão mais ampla sobre fenômenos que impactam diretamente nossas vidas,” acrescentou Estefen.
O maior obstáculo para a ampliação do conhecimento sobre o Oceano Profundo no Brasil reside nas limitações tecnológicas. A colaboração com OceanQuest possibilitará o uso de ROVs (Veículos Operados Remotamente) para pesquisar áreas inacessíveis aos seres humanos. “Esses robôs submarinos, que são controlados por um navio de pesquisa, demandam uma infraestrutura sofisticada, além de serem equipamentos complexos e dispendiosos,” explicou Martin Visbeck, CEO da OceanQuest.
O evento também abordou temas pertinentes ao aquecimento global e às tecnologias emergentes que possibilitam a exploração do Atlântico Sul. “Este workshop trouxe à tona especialistas que discutiram não apenas as pesquisas em andamento, mas também as oportunidades e desafios técnicos envolvidos na exploração do Oceno Profundo. O investimento nessas áreas pode colocar o Brasil como um protagonista global,” reforçou Janice Trotte Duhá, diretora de Infraestrutura e Operações do INPO.
O Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO) é uma organização social que dedica sua atuação exclusivamente à pesquisa e desenvolvimento das ciências marinhas. Com uma rede integrada de aproximadamente 100 pesquisadores, ele se destaca como referência nacional nas questões oceânicas, promovendo o enfrentamento de desafios como as mudanças climáticas e fomentando a elaboração de políticas públicas que beneficiem a sociedade.
Perguntas e Respostas: Principais Dúvidas sobre a Pesquisa no Oceano Profundo
O que é o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO)?
O INPO é uma organização social vinculada ao MCTI, cujo propósito é promover pesquisas sobre o oceano e desenvolver conhecimentos que ajudem a enfrentar desafios relacionados ao mar e às mudanças climáticas.
Qual é o objetivo da expedição que será realizada no Atlântico Sul?
Aexpedição visa estudar as montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade, ampliando o conhecimento sobre a biodiversidade, geologia e fenômenos que impactam a vida no planeta.
O que são ROVs e como serão utilizados na expedição?
ROVs (Veículos Operados Remotamente) são submarinos robóticos controlados a partir de um navio de pesquisa, utilizados para estudar regiões do oceano que são inacessíveis aos humanos.
Por que é importante investigar o Oceano Profundo?
Compreender o Oceano Profundo é vital para desvendá-lo, uma vez que se conhece apenas 20% de suas profundezas, o que pode levar a descobertas que afetam a humanidade em campos como biologia, climatologia e outras ciências.
Quais desafios a pesquisa no Oceano Profundo enfrenta?
Os principais desafios incluem a necessidade de investimentos em tecnologia avançada e infraestrutura adequada para suportar as complexas operações necessárias para a exploração das profundezas do oceano.
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